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Você já ouviu falar na polêmica estratégia de reduflação?

Para entender melhor, vamos primeiro revisar o que é inflação, é o aumento contínuo e generalizado dos preços de bens e serviços. Quando a inflação está alta, o poder de compra do consumidor diminui, ou seja, com a mesma quantia de dinheiro, as pessoas conseguem comprar menos produtos e serviços.

Para saber o que é a reduflação, basta separar a palavra em duas partes: “redu” vem de reduzido e “flação”, de inflação. Trata-se do fenômeno de reduzir a quantidade do produto ou utilizar ingredientes mais baratos para manter ou aumentar o preço. Com inflação descontrolada e a sociedade cada vez mais pobre, as grandes indústrias para não aumentar ainda mais os preços praticam a reduflação, o que não é uma pratica ilegal se estiver tudo conforme a lei. 

Como vem ocorrendo há algum tempo com as barras de chocolate, que antes eram de 130g e agora 90g. O procon faz uma exigência de que em 6 meses é obrigatório constar nas embalagens do produto a redução de tamanho, para que assim o consumidor não seja enganado. Mas estamos sim pagando o mesmo valor por menos produto.

Mas também temos casos que foram feitos ao contrário, a empresa de salgadinhos Lay ‘s, uma divisão da PepsiCo, respondeu a essa mudança re-lançando seu produto em um pacote maior, mas com um novo nome – “Party Size” – com preço mais alto. Lembrando que, a fidelidade à marca despenca em épocas de ‘reduflação’, com as pessoas frequentemente fazendo transição muitas vezes para  marcas próprias dos supermercados.

A indústria, para não criar uma relação direta com o aumento do preço, o que faz? Recorre à reduflação. É como se estivesse dizendo que não está tendo aumento de preço. Mas, se está tendo redução de quantidade, então existe um aumento. É uma forma de “mascarar a realidade sobre essa questão”, explica a coordenadora do programa de serviços financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Ivone Amorim.

Na realidade, os consumidores percebem mais os aumentos de preços do que as reduções de tamanho.

Reclassificação

Ela é o processo de reanalisar e, se necessário, ajustar a categoria fiscal de um produto para garantir que ele esteja corretamente classificado de acordo com as normas tributárias. 

Isso é importante para que as empresas paguem os impostos de forma correta e evitem problemas com o fisco. Desde que feita de acordo com as regras estabelecidas, a reclassificação fiscal é uma prática permitida e necessária em muitos casos.

Otimizar custos reclassificando um produto corretamente, a empresa pode se beneficiar de alíquotas tributárias mais favoráveis ou evitar o pagamento de tributos indevidos. Isso contribui diretamente para a redução de custos e melhora da competitividade no mercado.

O McDonald ‘s, por exemplo, deixou de anunciar que vende “sorvetes” nas fachadas de suas lojas e substituiu a palavra por “sobremesa”. De acordo com a assessoria de imprensa do McDonald ‘s, não houve alteração alguma na composição do produto, a mudança foi apenas no nome pela questão de imposto. Com a mudança, a empresa classificou os sorvetes na categoria “bebida láctea”, beneficiada por alíquota zero de Programa de Integração Social (PIS) /Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) . A alíquota normal para sorvetes seria de 3,65% ou 9,25%, dependendo do regime tributário da empresa.

O mesmo aconteceu com o Sonho de Valsa, que não é bombom, pasmem, sim ele é uma bolacha de wafer, pelo mesmo motivo do sorvete não ser sorvete o bombom também não é bom bom.  

Para entender melhor sobre tributos sugiro ler o artigo: Classificação tributária, como determinar a tributação de um produto.

A pesquisadora do núcleo de tributação do Insper, Larissa Luzia Longo, diz também que existem muitos produtos parecidos entre as categorias, o que acaba gerando esses casos que permitem distintas classificações.

E, como cada classificação tem uma tributação diferente, é natural que o empresário  busque se classificar na categoria que o faça pagar menos tributo, assim como também é natural que o Fisco busque classificar o produto de uma forma que possa arrecadar mais.

Em resumo, enquanto a reduinflação está relacionada à dinâmica econômica e ao impacto sobre o consumo e o poder aquisitivo das pessoas, a reclassificação foca na precisão contábil e na transparência das demonstrações financeiras das empresas.


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